
O Chevrolet Opala foi um modelo de automóvel fabricado pela General Motors do Brasil.
Foi o primeiro automóvel de passeio fabricado pela montadora no país, tendo sido produzido de1968 a 1992.
O Chevrolet Opala foi apresentado ao público brasileiro no Salão do Automóvel de 1968.
A carroceria do modelo da General Motors foi inspirada no alemão Opel Rekord, mas com estilo e com potência parecidas com a do modelo americano Impala, também fabricado pela marca.
O nome Opala veio da junção de opel com impala.
Em um curto período de vendas, houve grande aceitação pelo público, tornando-se um modelo consagrado.
Fabricado até 1992, o Opala teve diversos usos, estando na garagem da população comum, além de se tornar viatura de polícia, e Caravan.
Após mais de vinte anos do fim de sua fabricação, o modelo ainda é utilizado como carro diário, também atingindo status de veículo de coleção.
| Visão Geral | |
| Produção | 1968 — 1992 |
| Fabricante | Chevrolet, grupo General Motors |
| Modelo | |
| Classe | Sedan de Luxo |
| Carroceria | Coupé (2 portas) Sedã (4 portas) Station Wagon (2 portas) |
| Ficha técnica | |
| Motor | 2.5 l4 (85cv), 2.5 l4 “151-S” (98cv), 2.5 l4 Etanol (107cv), 4.1 l6 “250-S” (171cv), 4.1 l6 (141cv), 4.1 l6 (125cv) |
| Transmissão | 4 cilindros 3 velocidades, manual 3 velocidades, automática 4 velocidades, manual 4 velocidades, automática 5 velocidades, manual 6 cilindros 3 velocidades, manual 3 velocidades, automática 4 velocidades, manual 4 velocidades, automática 5 velocidades, manual (opcional) |
| Layout | FR |
| Dimensões | |
| Comprimento | 4.575 mm — 4.847 mm |
| Peso | 1.116kg — 1.376kg |
Histórico
Seu projeto, chamado de 676, demorou cerca de dois anos para a conclusão, sendo apresentado na abertura do VI Salão do Automóvel de São Paulo, num sábado, dia 23 de novembro de 1968, já como linha 1969.
A composição do Opala, combinava a carroceria alemã do Opel Rekord C / Opel Commodore A, fabricado de 1966 a 1971 com a mecânica do norte-americano Chevrolet Impala, fazendo que existisse duas unidades de medida distintas (em função dos países de origem), tanto no conjunto motriz, como na carroceria.
Fora fabricado ao longo de 23 anos e cinco meses na cidade paulista São Caetano do Sul, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, passando por atualizações estéticas e mecânicas, sendo mantido o projeto original, até ao dia 16 de abril de 1992, uma quinta-feira.
Durante o período em que esteve em produção, foram oferecidas paralelamente duas opções de motores ao Opala, 4 ou 6 cilindros, tanto para as versões básicas, luxuosas ou esportivas.
Durante todo o seu período de fabricação, foi considerado um veículo robusto e confortável, com um bom espaço aos ocupantes.
Do início ao fim de sua produção, não sofreria grandes mudanças no projeto original, mantendo a mesma linha de cintura (desenho lateral) e motorização com o passar dos anos, sendo eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1972, e a station wagon Caravan, de 1976.
Ao final de sua produção, acumularia um número próximo a um milhão de unidades, sendo sucedido pelo Omega, um também projeto Opel.
Em sua campanha publicitária de lançamento, nos comerciais televisivos personalidades de época como o jogador de futebol Rivelino e a atriz Tônia Carrero, testavam o veículo anunciando as qualidades que o mesmo oferecia, enquanto que a propaganda impressa daria destaque na robustez e performance que o Opala fornecia.
Versões do Chevrolet Opala
Standard / Especial
Com o lançamento da linha Chevrolet Opala, foram disponibilizadas duas versões, a Standard (a partir de 1971 seria denominada Especial) e a Luxo.
A Especial era a versão mais em conta, com acabamento mais simples, vindo de fábrica com o motor de quatro cilindros 2500 (sendo oferecido como opcional o motor seis cilindros 3800) e freios a tambor.
Em 1980, a versão básica seria representada apenas como Opala, permanecendo até 1985, quando seria rebatizada Opala L.
Com o lançamento da linha 1988, a linha Opala receberia as mesmas terminologias da linha Monza, e os modelos básicos novamente rebatizados, passando a serem denominados Opala SL/Caravan SL. Os modelos L, passariam a ser versões restritas ao uso governamental.
Luxo
A versão Luxo corresponderia a versão mais cara da linha, com acabamento superior e cromados exteriores, sendo ofertados como opcionais freios a disco e teto de vinil e o motor 3800, e com o lançamento de uma versão mais cara, tomaria o posto de versão intermediária.
Gran Luxo
Lançada em 1971, a Gran Luxo era posicionada como a versão topo de linha, com acabamento superior ao Luxo.
Para o Gran Luxo, poderia-se optar a versão coupé ou sedan, duas opções de motor, sendo a de quatro cilindros 2500 e a seis cilindros 3800 (que logo fora substituído pelo 4100 – antes exclusividade da versão SS) e câmbio no assoalho.
Opala SS
Em 1971, a versão esportiva SS (na carroceria quatro portas) foi lançada para disputar o mercado de carros esportivos, vindo com acabamento diferenciado, como volante de 3 raios, rodas esportivas, painel com conta-giros (com escala até 6 mil rpm) e faixas esportivas com a inscrição SS nos para-lamas, sendo o destaque da versão o então novo motor 4100, bancos individuais e câmbio de 4 marchas no assoalho.
No ano seguinte, com o lançamento da carroceria 2 portas, quase todas as unidades SS nesta configuração, havendo mínima produção na carroceria 4 portas, sendo logo retirada de oferta.
Em 1973, com a crise do petróleo, a Chevrolet lançaria a versão SS4 do Opala para 1974, com motor de 4 cilindros.
Em 1975 o motor 250-S (o mesmo 4100, mas com tuchos mecânicos) seria lançado para rivalizar com os modelos Maverick GT, da Ford, e Charger R/T, da linha Dodge, ambos com motores V8.
Os modelos SS seriam oferecidos até 1980, sofrendo modificações conforme os anos, como a disposição das faixas e demais adereços.
Caravan
Em 1975, a linha Opala receberia uma reestilização mais abrangente, e com o lançamento da nova linha, era lançada a perua Caravan, desenvolvida a partir da variante station wagon do Opel Rekord (Opel Rekord C Caravan), recebendo o mesmo nome.
A Caravan ofereceria as mesmas opções de motores e acabamento, inclusive a esportiva SS, lançada em 1978.
Ao contrário dos modelos 2 e 4 portas, a Caravan não receberia a versão Diplomata em 1980 quando fora lançada, apenas 5 anos depois.
Comodoro
No ano de 1975, somado a remodelação visual da linha e do lançamento da Caravan, houve o lançamento de uma nova versão de luxo (em substituição a Gran Luxo), batizada de Comodoro.
A versão trazia diferenciais como o interior com apliques de jacarandá, meio teto de vinil Las Vegas (exclusivo para o modelo coupé) e um filete pintado na linha de cintura da carroceria.
Em 1980, a versão Comodoro seria reposicionada como opção intermediária na linha Opala (permanecendo até o encerramento desta) em função do lançamento da versão Diplomata, mas como versão topo de linha para a station wagon Caravan, esta lançada na versão Diplomata somente em 1986.
Com o lançamento da linha 1988, a versão Comodoro seria rebatizada Comodoro SL/E.
Algumas edições especiais do Comodoro, na época sem distinção documentada, tinham teto vinílico, rodas esportivas de magnésio ou ainda teto solar, essas versões, assim como a versão caminhonete (inspirada no V-8 El Camino) que teve apenas alguns poucos exemplares fabricados e são motivo de muitas discussões entre os especialistas em carros antigos.
Diplomata
Para o ano de 1980, a linha Opala passaria por uma remodelação mais profunda, assumindo formas mais retangulares nas lanternas dianteiras e traseiras.
Embora recebesse uma reformulação externa, o interior dos veículo não seria reformulado para 1980, e sim 1981, também com desenho retangular, com exceção do painel de instrumentos, que manteve relógios circulares, junto com um novo volante e novo acabamento, e o reposicionamento da alavanca do freio de estacionamento.
Ainda neste ano, surgiria a nova versão topo-de-linha Diplomata, mantendo como opcionais o revestimento de vinil (total ou parcial) e outros itens de conforto.
Em 1985 ocorreria uma leve reestilização da linha Opala, como novas lanternas traseiras e a incorporação faróis de milha aos faróis principais.
O destaque maior seria nos itens de conforto oferecidos, como vidros, travas, retrovisores, antena e porta-malas elétricos, assim como itens funcionais melhorados (desembaçador traseiro e direção ajustável).
A linha 1988, as versões foram renomeadas para SL, Comodoro SL/E e Diplomata SE.
Havia ainda a versão L, restrito a frota de pessoas jurídicas e governamentais.
Receberia modificações mais significativas na frente e na traseira, com poucas alterações no interior.
Toda linha receberia faróis trapezoidais, grade prateada (preta no modelo SL) lanternas traseiras coloridas e com nova disposição das luzes e apliques na seção central (onde ficava a placa de licença), com exceção dos modelos SL, escondendo o bocal de combustível, e com diferentes cores, conforme a versão (Rubi no Comodoro e Fumê no Diplomata).
No interior as novidades de sempre, novos volantes e grafismos nos instrumentos, agora com iluminação indireta, e alguns recursos então raros para o mercado nacional:
- ajuste de altura da coluna de direção de sete posições,
- ar condicionado com saída para os passageiros no banco traseiro,
- alarme sonoro para faróis ligados e temporizadores de faróis, da luz interna e dos controles de vidros.
A partir daí, seguiram vários retoques em detalhes estéticos e aprimoramentos mecânicos, elétricos e de conforto até o fim da sua produção.
Para o segundo semestre de 1990, o Diplomata SE deixou de contar com a motorização 4 cilindros, ao passo que o velho 4100 ganhou aprimoramentos visando economia.
Na potência declarada, contudo, houve um acréscimo de 3 cv, tanto nas versões a álcool, quanto a gasolina.
Os exemplares dessa safra, com motor “biela-longa” e demais aprimoramentos, no entanto, sem os pára-choques envolventes, diferenciavam-se dos demais pela ausência de frisos no entorno da lanterna traseira.
Motorizações do Chevrolet Opala
Quatro cilindros
Aos primeiros anos do Opala, o motor quatro cilindros de 2509 cm³ (153 pol³) basicamente era uma versão 4 cilindros do Stovebolt Americano.
Originalmente desenvolvido para equipar a linha básica do Chevrolet Nova de 1961.
Em 1974, com o objetivo de conferir maior suavidade ao Opala, o motor 4 cilindros recebeu alguns aperfeiçoamentos, a saber: aumento do diâmetro dos cilindros, com pistões mais leves, bielas mais longas, virabrequim com menor curso, e volante com maior massa.
Com isso, a cilindrada foi ligeiramente reduzida para 2474 cm³ (151 pol³), tendo menor giro.
Este motor ainda passou por mais alguns refinamentos, caracterizando-o como 151-S, com novo coletor de admissão de alumínio, carburador de corpo duplo.
Essas alterações visaram tornar o motor mais eficiente na opção SS.
Também foi oferecida a opção do álcool como combustível, um biocombustível de menor poder calórico, mas que produz mais potência que a gasolina por aceitar uma taxa de compressão mais elevada, além de ser menos poluente.
Com isso, os Opalas 4 cilindros a álcool obtiveram acelerações mais rápidas e velocidade final superiores aos modelos a gasolina.
Para manter uma distinção entre as séries de motores, a GM tinha por costume aplicar uma pintura de diferentes cores aos motores em determinadas épocas, como o verde, que indicava que o motor era o 151-S com carburação Weber 446 com corpo duplo, o azul, que indicava o motor 151 com carburador Solex H40 de corpo simples, e o amarelo, que indicava o motor a álcool com carburador Solex H34 de duplo estágio.
| Motor | Descrição | Potência líquida | Torque | Fabricação | Combustível | Carburador |
| 153 | 4 cilindros 2.5L | 80 cv a 3800 RPM | 18 kgfm a 2600 RPM | 1968-73 | Gasolina | 228 |
| 151 | 4 cilindros 2.5L | 82 cv | – | 1974–77 | Gasolina | Solex H40 |
| 151-S | 4 cilindros 2.5L | 98 cv a 4800 RPM | 19,8 kgfm a 2800 RPM | 1971–80 | Gasolina | Weber 446 |
| 151 | 4 cilindros 2.5L | 88 cv | – | 1985–88 | Gasolina | Solex H34 |
| 151 | 4 cilindros 2.5L | 90 cv | – | 1988–90 | Gasolina | 3E |
| 151 | 4 cilindros 2.5L | 92 cv | – | 1991–92 | Gasolina | 3E |
| 151 | 4 cilindros 2.5L | 103 cv | – | 1980–84 | Etanol | Solex H34 |
| 151 | 4 cilindros 2.5L | 112 cv | – | 1985–92 | Etanol | Solex H34 |
Seis cilindros
O motor de seis cilindros de 3.8L (230 pol³) utilizado no Opala deriva da 3a geração do veterano Stovebolt.
Tinha por características um bloco leve, e sete mancais no eixo virabrequim.
Originalmente destinava-se a alguns modelos da GM Americana, dentre eles: Chevrolet Nova, Impala, Chevelle, Camaro, e alguns utilitários leves.
No Brasil, este motor seguiu passando por várias atualizações e,inclusive após o encerramento da produção do Opala.
Logo em 1970, adotou virabrequim de maior curso, elevando seu deslocamento para 4.1L (250 pol³).
Posteriormente, ao longo do tempo, recebeu pistões mais leves e bielas mais longas.
A Chevrolet desenvolveu em 1974, o motor 250-S, onde uma leve preparação era conferida ao motor 4100, como tuchos mecânicos, carburador duplo, comando de válvulas com maior duração de abertura, e também taxa de compressão mais elevada.
Oferecido opcionalmente, este 250-S mais agressivo foi homologado para a antiga Divisão 1 da CBA, com taxa de compressão 9,2:1.
Havia versões mais comuns do 250 com taxa de compressão de 7,8:1 e 8,5:1, mas todos poderiam ser vendidas normalmente ao público em concessionárias GM, sua principal desvantagem era o câmbio de transmissão que vinha de fabrica com apenas 4 velocidades tanto na versão manual quanto automático.
Este motor e suas variantes, equiparam também o Chevrolet Omega, os utilitários Chevrolet Bonanza, Chevrolet Veraneio, as caminhonetes Chevrolet A20, Chevrolet C20 e Chevrolet Silverado, e alguns utilitários pesados, como o caminhão A60 (canavieiro), neste último com capacidade cúbica elevada para 4.8L/292pol3.
| Motor | Descrição | Potência líquida | Torque | Fabricação | Combustível | Carburador |
| 230 – 3.8 | 6 cilindros 3.8L | 125 cv a 4000 RPM | 26,2 a 2400 RPM | 1968–71 | Gasolina | – |
| 250 – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 130 cv a 4000 RPM | 29 kgfm a 2400 RPM | 1971–75 | Gasolina | – |
| 250-S – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 171 cv a 4800 RPM | 32.5 kgfm a 2600 RPM | 1976–80 | Gasolina | – |
| 250 – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 132 cv | – | 1980–84 | Gasolina | – |
| 250 – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 132 cv a 4000 RPM | 30,1 kgfm a 2000 RPM | 1985–90 | Etanol | Solex H34 |
| 250 – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 132 cv a 4000 RPM | – | 1985–89 | Gasolina | DFV 446 |
| 250 – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 121 cv a 3800 RPM | 29,0 kgfm a 2000 RPM | 1991–92 | Gasolina | Solex 3E |
| 250 – 4.1 | 6 cilindros 4.1L | 141 cv | 32, 8 kgfm a 2500 RPM | 1991–92 | Etanol | Solex 3E |
Fonte WIKIPEDIA













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